Soft Skills no vestibular

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Você já ouviu falar das soft skills? E sabia que há vestibulares adotando-as como critério? Neste post vamos te apresentar tudo isso!!

 

O que são as soft skills?

Esse termo, em tradução literal, significa “habilidades leves”, mas, na prática, é a capacidade do indivíduo se relacionar com o meio e com os outros. Essas “habilidades leves” são as habilidades comportamentais e subjetivas, que são difíceis de avaliar.

Em oposição as soft skills, há as hard skills, que são as competências técnicas, facilmente identificadas, definidas e medidas. Elas são, em tradução literal, “habilidades fortes” e fazem parte dessas habilidades cursos, idiomas, intercâmbio, apresentações de trabalhos, conhecimento em informática, entre outras coisas.

Exemplos de soft skills:

  • Inteligência Emocional;
  • Resiliência;
  • Boa comunicação;
  • Empatia;
  • Pensamento crítico;
  • Criatividade;
  • Inovação.

Algumas das soft skills

Inteligência Emocional

Ter inteligência emocional é ter a capacidade de reconhecer e lidar com suas próprias emoções. Quando nosso autoconhecimento está em dia, somos capazes de resolver muito melhor nossos conflitos, pois sabemos identificar o que nos faz bem, o que nos faz mal, quais são os nossos limites e quais são as nossas reações perante determinada situação.

A inteligência emocional também permite que nós identifiquemos as emoções por meio de aspectos fisiológicos, ou então que identifiquemos como as emoções refletem no nosso corpo fisicamente.

 

 

Resiliência

A resiliência se traduz na resposta dada pelo indivíduo perante situações diferentes do “normal”. Nela avalia-se a capacidade do ser em se adaptar às novas situações impostas, como, por exemplo, qual é a postura adotada perante contextos de alta pressão e cobrança. Essa skills nada mais é do que a capacidade de lidar com os problemas, adversidades e diferenças de modo assertivo, de fácil adaptação.

 

 

 

Comunicação assertiva 

A comunicação é importante para que as funções e demandas sejam cumpridas, e quando ela é feita de forma assertiva, seu efeito é ainda mais significativo: evita conflitos e desentendimentos.

 

 

 

 

Soft Skills e vestibular

O mercado de trabalho exige cada vez mais as soft skills afloradas, já que elas proporcionam maior rendimento e também melhora o ambiente profissional. A partir dessa demanda, as Instituições de Ensino Superior estão começando a adotar como critério de seleção uma prova sobre essas habilidades.

Em 2018, a Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) realizou, na sua sede de São Paulo, a primeira prova que testava soft skills. A prova foi a seguinte: um grupo de 10 alunos, divididos em grupos, passaram uma manhã resolvendo atividades.

A primeira atividade era construir uma torre de peças de lego e posteriormente receberam um texto sobre reaproveitamento de recursos. A partir desse texto, tinham que apresentar um projeto para reaproveitamento de recursos. Depois de um intervalo e de uma mexida na composição dos grupos, os alunos tiveram que discutir, de modo crítico, sobre a geração “nem-nem”: jovens que não estudam e nem trabalham.

A prova foi avaliada por três avaliadores, que acompanharam toda a manhã de avaliação e teceram observações, anotações e análises sobre as soft skills de cada um, dentre elas a comunicação, a empatia e a organização.

Esse primeiro “experimento” ocorreu com os candidatos para os cursos de Administração, Direito e Economia e representou 30% da nota, o restante era do vestibular tradicional e da redação.

O diretor da instituição diz ter gostado muito dessa prova e que pretende mantê-la e inclusive expandir para o campus Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Há ainda a tendência de que a prova possa chegar a representar 50% da nota total.

Os estudiosos como um todo consideram essa prova importante e acham que ela deveria ser implementada, porém sem nunca ter um peso maior do que a prova objetiva, devendo corresponder a 20% ou 30% da nota.

Alerta-se que nos processos seletivos de vestibular as instituições não buscam a já formação completa das habilidades, mas sim a prontidão para desenvolvê-las. O nível de exigência é mais baixo, porém são avaliadas habilidades “mínimas”, como empatia, equilíbrio emocional, organização e capacidade de ouvir os colegas e de interpretação.

Outra instituição que incluiu essa avaliação das soft skills foi a Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo, no curso de Administração de Empresas, valendo 30% da nota. A avaliação se deu em formato de entrevista, teve duração de 20 minutos e foi conduzida por dois professores, que avaliaram a habilidade analítica, capacidade de iniciativa e as coisas inusitadas, legais e criativas que o candidato já realizou em sua vida.

O Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), de São Paulo, usa a avaliação de soft skills desde 2015 no curso de Engenharia. Em 2017, adotou essa avaliação para todas as graduações. O método utilizado é o de debate, sempre de um tema “polêmico” e em grupos. Cada participante deve falar sobre o tema por sete minutos, sustentado seus argumentos. A avaliação equivale a um quarto da nota.

A Insper tem como objetivo medir a capacidade de ouvir o outro e de apresentar suas opiniões de forma respeitosa, apresentando divergências fundamentadas. Não só o conhecimento sobre o tema “polêmico” importa, mas como o candidato o conduz.

Há uma outra etapa para os candidatos do Insper: elaborar questões que os ajudariam a compreender o determinado tema, avaliando agora a organização de ideias e a capacidade de “aprender a aprender”.

Por fim, vimos que as soft skills não só são importantes na seleção de vestibular, mas também de trabalho! Por isso, trabalhe isso em você! Essas habilidades podem tornar a vida menos complicado, até em contextos pessoais.

 

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